"Na fogueira desta fábrica
Onde arderam as meninas
Nas fogueiras destas fábri-
cas
Onde ardem, ainda, as her-
deiras destas cinzas.
Na fogueira onde queima-
ram
Nossos sonhos tuas cin-
zas.
Nas fogueiras queimam
ainda
Como antes bruxarias.
Na fogueira preconceitos
invisíveis
Queimam ainda
Nas fogueiras as meninas
Pernas nuas pelas ruas
No fogo de teu rosto
Feito brasa e hematoma
Na fogueira do teu sexo
Que vestes quando nua
Das fogueiras onde quei-
ma
Tanta fúria assassina.
Deste fogo prometemos,
Libertaremos os teus so-
nhos nossas filhas.
Este fogo não se esquece
Nos aquece nos anima."
Mauro Iasi